Horácio Lafer - década de 1960

Horácio Lafer - década de 1960

1960


Nascido em São Paulo, no dia 3 de maio de 1900, Horácio Lafer foi advogado, empresário, industrial, diplomata e político brasileiro. Integrante da família Lafer-Klabin, participou da consolidação da indústria paulista e teve papel de destaque na organização do setor industrial brasileiro. Foi um dos fundadores do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), instituição que deu origem à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), da qual se tornou presidente e, posteriormente, presidente emérito em reconhecimento aos serviços prestados à indústria nacional.

Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, também estudou Filosofia na Europa antes de retornar ao Brasil para atuar nos negócios da família e na organização das entidades representativas da indústria. Na década de 1920, participou da criação do CIESP e representou o Brasil na Liga das Nações, iniciando uma trajetória que conciliou atividades empresariais e serviço público.

Ingressou na vida política em 1934, quando foi eleito deputado federal por São Paulo. Durante o Estado Novo, afastou-se do Parlamento e dedicou-se às atividades empresariais, retornando à política após a redemocratização de 1945 como deputado constituinte pelo Partido Social Democrático (PSD). Especializado em temas econômicos, destacou-se pela atuação em assuntos relacionados ao desenvolvimento industrial, infraestrutura e política financeira.

Em 1951, foi nomeado ministro da Fazenda no segundo governo de Getúlio Vargas. Durante sua gestão, participou da formulação de políticas voltadas ao desenvolvimento econômico e esteve à frente da criação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), atual BNDES. Posteriormente, voltou à Câmara dos Deputados e, em 1959, assumiu o Ministério das Relações Exteriores no governo de Juscelino Kubitschek, dando continuidade à Operação Pan-Americana e fortalecendo as relações econômicas e diplomáticas do Brasil com a América Latina.

Além da atuação política e empresarial, integrou instituições dedicadas ao desenvolvimento científico e cultural, como o Conselho do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), e presidiu o Museu de Arte de São Paulo (MASP). Faleceu em Paris, em 1965.

Fontes: Acervo São Paulo Histórica / FIESP / CPDOC- FGV 

Inscreva-se

* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.

Inscreva-se

* respeitamos nossos inscritos, não enviamos spam.

Cookies: nós captamos dados por meio de formulários para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade.