Largo do Arouche - 1959

1959


Nesta fotografia vê-se o Largo do Arouche em 1959. Localizado na região central de São Paulo, percebe-se que a região passava por profundas transformações. A fotografia mostra o movimento de ônibus e automóveis ao redor do largo, cercado por edifícios que revelam o avanço da verticalização na região.

A história do Arouche, porém, começou muito antes. O nome é uma homenagem a José Arouche de Toledo Rendon, proprietário de extensas terras na região central da cidade. Ao longo do século XIX, o espaço recebeu diferentes denominações, como Tanque do Arouche, Praça da Alegria e Praça da Legião. Em 1865, passou a ser chamado de Campo do Arouche e, em 1910, recebeu o nome de Praça Alexandre Herculano. Três anos depois, o nome Largo do Arouche foi restabelecido.

No início do século XX, o local também ganhou importância pelo comércio de flores. Por volta de 1914, as bancas que funcionavam na Praça da República foram transferidas para o Arouche, dando origem à tradição que faria o espaço ser conhecido como Praça das Flores. Em 1953, a Prefeitura oficializou a denominação Mercado de Flores do Arouche. No ano seguinte, foi encerrada a Feira Livre do Arouche, criada no início do século para auxiliar no abastecimento da cidade.

Na década de 1950, o largo fazia parte do chamado Centro Novo, área marcada pela construção de edifícios residenciais e comerciais e pelo crescimento da circulação de veículos. A imagem registra justamente esse momento de mudança, quando um antigo espaço da cidade assumia novas características dentro de uma São Paulo cada vez mais verticalizada.

O Arouche também construiu, ao longo do século XX, uma história de sociabilidade e diversidade. Desde a década de 1940, a região passou a ser frequentada por grupos LGBTQIA+, tornando-se posteriormente um importante ponto de encontro e resistência dessa população na cidade.

Fontes: Acervo São Paulo Histórica / Cidade de São Paulo / Estadão / SP City

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