1997

Em 1997, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ainda reunia, em seu salão de negociações, operadores que realizavam parte das transações presencialmente, no tradicional pregão viva-voz. A fotografia registra esse ambiente, marcado pela circulação de operadores, pelos papéis espalhados pelo chão e pelo grande painel eletrônico que apresentava as cotações das ações.
Naquele momento, porém, a Bovespa já passava por uma transformação tecnológica. Durante a década de 1990, a instituição havia implantado sistemas eletrônicos de negociação que funcionavam paralelamente ao pregão presencial. O sistema CATS (Computer Assisted Trading System), utilizado inicialmente, foi substituído em meados da década pelo Mega Bolsa, adquirido da então Bolsa de Paris.
O ano de 1997 também marcou uma conjuntura importante para o mercado financeiro brasileiro. Após um período de expansão na primeira metade da década, o mercado de capitais passou a sentir os efeitos das turbulências internacionais iniciadas na segunda metade daquele ano. Segundo publicação da própria B3, o volume negociado na Bovespa começou a cair a partir de julho de 1997, em meio às sucessivas crises que atingiram os mercados emergentes.
A cena registrada na fotografia pertence, portanto, a um período de transição: o pregão ainda era marcado pela presença física dos operadores, mas a informatização das operações já modificava o funcionamento da bolsa. O pregão viva-voz permaneceria como parte da rotina da Bovespa até 2005, quando foi encerrado com a digitalização das negociações.
Fontes: Acervo São Paulo Histórica / B3 – História / Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – História do Mercado de Capitais / MUB3 – Museu da Bolsa do Brasil / Folha de São Paulo
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