Palacete Stahl - 2022

2022


Localizado na rua Piauí, nº 874, em Higienópolis, o Palacete Stahl é um dos remanescentes do período em que o bairro se consolidava como endereço de grandes residências paulistanas. Construído entre 1920 e 1921, o imóvel foi inaugurado para abrigar a primeira representação diplomática da Coroa da Suécia em São Paulo e servir como residência do cônsul sueco, o comendador Gustav Stahl, que acabou dando nome ao palacete.

A permanência da representação sueca no edifício, porém, foi relativamente breve. Em 1924, o imóvel foi vendido ao cafeicultor e banqueiro Coronel José de Souza Ferreira, tornando-se residência de sua família até 1932. Naquele ano, foi adquirido pelo banqueiro e fazendeiro Francisco José Pereira Leite, que permaneceu no local até 1940.

A partir daquele ano, o palacete iniciou uma nova fase de sua história ao ser comprado pelo governo japonês, que pretendia instalar ali sua representação consular em São Paulo e a residência do cônsul-geral. A Segunda Guerra Mundial, no entanto, interrompeu esses planos. 

Após o restabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e Japão, o governo japonês retomou a posse do imóvel. A partir de 1952, o palacete voltou a funcionar como representação consular e residência oficial do cônsul japonês em São Paulo. Essa ocupação permaneceu até meados de 1962, quando a representação mudou de endereço.

Nas décadas seguintes, o imóvel permaneceu sem uso e passou por um longo período de abandono. A falta de manutenção provocou uma acentuada deterioração da construção. Em 2005, o Palacete Stahl foi tombado pelo Conpresp, com proteção de suas fachadas e de elementos externos e internos.

A recuperação do edifício começou após sua aquisição por um novo proprietário, em 2007. Posteriormente, entre 2020 e 2021, o casarão passou por um processo de restauração, buscando recuperar suas características arquitetônicas e corrigir intervenções realizadas anteriormente.

Desde 2021, o antigo casarão abriga o Instituto Artium de Cultura e voltou a receber o público por meio de exposições e atividades culturais. A fotografia é de 2022 e foi feita por Sergio Brisola.

Fonte: Acervo São Paulo Histórica / Descubra Sampa

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