1949

O interior da Basílica de Nossa Senhora do Carmo revela a preocupação em preservar a tradição artística e religiosa da Ordem Carmelita durante a construção de sua nova sede na Bela Vista. Projetada pelo arquiteto Georg Przyrembel, a igreja incorporou diversos elementos provenientes do antigo convento do Carmo, no centro de São Paulo, entre eles altares, lustres, candelabros e os parapeitos dos grandes janelões, estabelecendo uma ligação material entre os dois templos.
A nave principal é marcada por amplas proporções, pilastras monumentais, vitrais e um altar-mor que concentra o olhar dos fiéis. O programa artístico do templo inclui três grandes pinturas no teto executadas por Tullio Mugnaini, inspiradas na história e na espiritualidade carmelita. Entre elas estão a representação da origem da presença dos carmelitas em São Paulo, a cena da Virgem do Carmo entregando o escapulário a São Simão Stock e a visão do profeta Elias no Monte Carmelo, um dos principais símbolos da tradição da Ordem. Ao longo das paredes, a Via-Sacra foi pintada por Carlos Oswald, artista reconhecido por sua produção de temática religiosa.
As fotografias registram esse conjunto artístico poucos anos após a sagração da igreja, realizada em 1949. Além de seu valor religioso, o interior da basílica reúne importantes obras de arte sacra produzidas no século XX e preserva peças históricas oriundas do antigo Convento do Carmo, tornando-se um dos mais significativos conjuntos artísticos da arquitetura religiosa paulistana.
Fontes: Acervo São Paulo Histórica / Arquidiocese de São Paulo / Basílica de Nossa Senhora do Carmo / Acervo pessoal de Fernando A. de Carvalho
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