1910

Antes de ganhar sua sede definitiva, o Tribunal de Justiça de São Paulo funcionou em diferentes edifícios da capital. A construção de uma sede própria começou a ser planejada em 1911, quando Washington Luís, então secretário da Justiça do Estado de São Paulo, autorizou a edificação de um novo prédio na Rua José Bonifácio, entre as ruas 11 de Agosto e Anita Garibaldi.
O projeto foi desenvolvido pelo escritório de Ramos de Azevedo, que concebeu um edifício destinado a reunir o Fórum Cível, o Fórum Criminal e a sede do Tribunal de Justiça. A construção do futuro Palácio da Justiça enfrentou diversos desafios. A desapropriação e a demolição das edificações existentes no terreno, onde anteriormente funcionava o antigo Quartel de Linha, consumiram cerca de nove anos.
O crescimento das atividades judiciais levou à ampliação do projeto original, inicialmente concebido com apenas três pavimentos, como se observa neste projeto do escritório Ramos de Azevedo. Durante a execução da obra, foram acrescentados um quarto andar e, posteriormente, um mezanino entre o segundo e o terceiro pavimentos.
A pedra fundamental foi lançada em 24 de fevereiro de 1920. A partir de novembro de 1926, parte do Fórum Cível passou a ocupar as novas instalações, seguida pelo Tribunal do Júri, transferido em abril de 1927.
Após cerca de treze anos de obras, marcadas por dificuldades econômicas, o Palácio da Justiça foi parcialmente inaugurado em 2 de janeiro de 1933. A conclusão dos pavimentos superiores, incluindo o Salão Nobre, possibilitou uma segunda inauguração, em 25 de janeiro de 1942.
Projetado por Ramos de Azevedo em estilo eclético, o Palácio da Justiça combina elementos neoclássicos e barrocos, inspirados nos Palácios da Justiça de Bruxelas e de Roma. Sua construção destacou-se pelo emprego de estruturas metálicas e de materiais nobres, como mármore, bronze, alabastro, granito e madeiras nacionais de alta qualidade..
Fontes: Acervo São Paulo Histórica / Memória Tribunal de Justiça de São Paulo
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