1920

Os dormitórios da Hospedaria constituíam um dos principais espaços de acolhimento dos recém-chegados. O edifício contava com quatro amplos dormitórios no primeiro pavimento, cada um com capacidade para cerca de 150 pessoas, além de outros dois localizados no térreo.
Ao longo das décadas de funcionamento da instituição, o mobiliário desses ambientes sofreu alterações, passando do uso de esteiras para camas individuais, como registra essa fotografia de década de 1920, e, posteriormente, beliches, de modo a acomodar o crescente fluxo de imigrantes e migrantes.
A administração da Hospedaria mantinha rígidas normas de higiene e organização. As roupas de cama eram trocadas e lavadas regularmente, enquanto a limpeza dos dormitórios era realizada de forma contínua, buscando prevenir a propagação de doenças em um espaço de grande circulação de pessoas.
Durante o dia, os dormitórios permaneciam fechados, sendo permitido o acesso apenas àqueles que necessitavam de repouso por motivo de idade, enfermidade ou exaustão da viagem.
Além de oferecer alojamento temporário, a Hospedaria disponibilizava uma infraestrutura voltada à recepção e ao encaminhamento dos recém-chegados.
O complexo reunia enfermaria, hospital, farmácia, lavanderia, cozinha, refeitório, correios e a Agência Oficial de Colocação e Trabalho, responsável por intermediar a contratação de trabalhadores para fazendas de café e outros setores da economia paulista.
Essa estrutura fazia da Hospedaria não apenas um local de passagem, mas um importante centro de triagem, assistência e distribuição da mão de obra destinada ao estado de São Paulo.
Fontes: Acervo São Paulo Histórica / Museu da Imigração do Estado de São Paulo
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