1930

Nesta fotografia de 1930 vê-se Júlio Prestes, ex - presidente do estado de São Paulo como era conhecido à época. Nascido em Itapetininga, em 1882, era filho do coronel Fernando Prestes de Albuquerque, também ex - presidente de São Paulo.
Formado em direito em 1906 pela Faculdade de Direito de São Paulo, iniciou sua carreira política em 1909, elegendo-se deputado estadual pelo Partido Republicano Paulista. Em 1924 foi eleito deputado federal pelo estado e em 1927 assumiu a presidência do estado.
Durante sua administração, teve início a construção da estação São Paulo da Estrada de Ferro Sorocabana, atualmente conhecida como Estação Júlio Prestes. Entre as principais realizações de seu governo destacou-se a implantação do Ramal de Mairinque, que estabeleceu uma segunda ligação ferroviária entre o interior paulista e o porto de Santos.
Em 1929, após consulta realizada aos vinte governadores estaduais, Washington Luís indicou Júlio Prestes como candidato governista à sucessão presidencial. A candidatura recebeu apoio de dezessete estados, enquanto Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba recusaram adesão ao projeto político.
Para disputar a presidência, Júlio Prestes transmitiu o governo de São Paulo ao vice-governador Heitor Penteado.
As eleições ocorreram em 1º de março de 1930, após intensa campanha eleitoral. Conforme a apuração oficial concluída pelo Congresso Nacional em maio daquele ano, Júlio Prestes, identificado como “Candidato Nacional”, obteve 1.091.709 votos, enquanto Getúlio Vargas, representante da Aliança Liberal, recebeu 742.794 votos. No estado de São Paulo, Júlio Prestes alcançou cerca de 91% da votação.
Contudo com a chamada Revolução de 1930, iniciada em 3 de outubro de 1930, os grupos revolucionários avançaram do Rio Grande do Sul em direção ao Rio de Janeiro. Washington Luís foi deposto em 24 de outubro por um movimento militar articulado na capital federal. Uma junta militar assumiu o poder temporariamente e, em 3 de novembro, transferiu o governo a Getúlio Vargas, liderança central do movimento revolucionário.
Após a queda de Washington Luís, Júlio Prestes, que retornava ao Brasil, buscou asilo no consulado britânico. Permaneceu no exílio até 1934, quando voltou ao país após a reconstitucionalização, dedicando-se a atividades agrícolas em Itapetininga, especialmente ao cultivo de algodão na fazenda Araras, propriedade de sua família.
Seu retorno à vida política ocorreu apenas em 1945, após a deposição de Getúlio Vargas e o processo de redemocratização que culminou na promulgação da Constituição de 1946.
Júlio Prestes participou ainda da fundação da União Democrática Nacional (UDN), integrando sua comissão diretora. Faleceu em fevereiro de 1946.
Fontes: Acervo São Paulo Histórica / Centro de Referência de Acervos Presidenciais / Arquivo Nacional
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