2011

Nascida em abril de 1918, Lygia Fagundes Telles consagrou-se como uma das maiores vozes da literatura brasileira, sendo frequentemente chamada de a dama das letras nacionais.
Foi aluna da tradicional Escola Caetano de Campos, onde iniciou sua formação intelectual e conviveu com nomes centrais da literatura brasileira, como Carlos Drummond de Andrade e Érico Veríssimo.
Formou-se em 1937 e, no ano seguinte, com apoio financeiro do pai, então promotor público, publicou seu primeiro livro, Porão e Sobrado, marcando o início de uma trajetória literária sólida e reconhecida.
Em 1941, ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, sendo uma das apenas seis mulheres de sua turma. Para custear os estudos, trabalhou na Secretaria de Agricultura, conciliando a rotina profissional com a formação acadêmica.
Mais tarde, casou-se com o jurista Goffredo Telles Júnior, de quem incorporou o sobrenome que a acompanharia ao longo da carreira literária. Em 1954, nasceu seu filho, Goffredo da Silva Telles Neto, período em que escreveu um de seus romances mais emblemáticos, Ciranda de Pedra.
Dez anos depois, lançou Verão no Aquário, obra premiada com o Jabuti, que ampliou sua projeção nacional e internacional e abriu espaço para novas experiências, como a escrita de roteiros para o cinema.
Em 1982, foi eleita para a cadeira 28 da Academia Paulista de Letras. Já em 24 de outubro de 1985, venceu a eleição para a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Pedro Calmon, tomando posse em 12 de maio de 1987.
Entre as muitas distinções recebidas ao longo da vida, destaca-se o Prêmio Camões, concedido em maio de 2005, a mais alta honraria da literatura em língua portuguesa, pelo conjunto de sua obra.
Lygia Fagundes Telles faleceu em 3 de abril de 2022, aos 103 anos, por causas naturais. Seu velório foi aberto ao público e realizado na Academia Paulista de Letras, no Largo do Arouche.
Ao longo de sua trajetória, deixou um legado composto por quatro romances, mais de vinte livros de contos, além de crônicas, antologias e coletâneas que permanecem centrais na literatura brasileira contemporânea.
Fontes: Acervo São Paulo Histórica / Instituto Moreira Salles / Academia Brasileira de Letras / Companhia das Letras / Tinta da China
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